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Auditoria Interna – aspectos históricos

A auditoria interna começou a vigorar em 1941, em New York, após a fundação do Institute of Internal Auditors; mas, para chegar a este ponto, passou por fases bem mais modestas.

A título de exemplo, citamos o caso da Worshiphul Pewters Co. como sendo uma da mais remota das referências da prática de “Auditoria”.

Esta empresa, em 1854, portanto há 87 anos antes do surgimento do Institute, nomeou 04 (quatro) de seus membros para examinar suas contas e o desempenho na extração, transporte e venda de minério; logo, a atividade da auditoria interna estava sendo praticada pelos membros nomeados:

Exame de contas                                 Auditoria Contábil
Análise do Desempenho da

Extração, Transporte e Venda            Auditoria Operacional

de minério.

Afora casos esporádicos como o da Worshiphul Pewters Co., o nível original onde começou a atividade hoje em dia conhecida como Auditoria Interna se deu como parte da própria evolução do Sistema Capitalista.

Desde o começo do século passado, as grandes organizações mundiais utilizavam os serviços de firmas de Auditoria Pública, Independente; para assegurar aos seus acionistas (e investidores) que seus balanços, resultantes de suas atividades industriais e comerciais, representavam fielmente a escrituração contábil, dentro de sistemas universalmente reconhecidos como válidos.

Com o desenvolvimento dos mercados internacionais, as administrações das grandes organizações começaram a compreender, gradativamente, que as revisões anuais, realizadas pela auditoria externa, eram e, ainda, são necessárias para assegurar aos investidores e acionistas a correção dos balanços, e, consequentemente, o aumento da confiança destes. Entretanto, não era possível que a Auditoria Externa acompanhasse minuciosamente as operações, sem que isso incorresse em elevados custos financeiros.

Por outro lado, foi sentida também a necessidade de dar maior ênfase às normas e procedimentos internos, devido ao fato de que o administrador ou em alguns casos o proprietário não poderia supervisionar pessoalmente todas as atividades. Entretanto, de nada valia a implantação desses procedimentos internos sem que houvesse um acompanhamento, no sentido de verificar se estes estavam sendo seguidos pelos empregados da empresa.

Para atender estas necessidades, era necessário manter dentro das próprias organizações um grupo de empregados “de confiança” para exercer as funções de “Auditores”, que, por pertencerem à própria organização, foram denominados de “internos”.

Inicialmente os “auditores internos” os quais eram chamados de check-clerks (auxiliares de verificação), tinham a responsabilidade de, quase que exclusiva a conferência e verificação da documentação e consequentemente contabilização relativa às transações realizadas. Posteriormente, nas grandes empresas de transporte ferroviário, foi também criado um corpo de fiscais denominados Travelling Auditors (Auditores Viajantes), aos quais competia visitar continuamente as estações, ao longo da rede ferroviária, para assegurar que todo o produto da venda de passagens e de fretes de carga estava sendo adequadamente arrecadado e contabilizado.

A mesma denominação (Auditores Viajantes) passou a ser usada por outro corpo de “fiscais contábeis”, empregados de grandes companhias, que visitavam as suas filiais no país e no exterior, com o objetivo de verificar se as operações realizadas pelas mesmas estavam de acordo com as normas e procedimentos estabelecidas pela sede.

Todavia, com o desenvolvimento da Indústria e do Comércio verificou-se que os auditores internos tinham na realidade funções mais amplas, além da conferência de valores e documentos, transformando-se, de meros “conferentes e revisores”, em “olhos e ouvidos” da Administração, com força atuante.

Assim, de um corpo de funcionários de linha, quase sempre, ligados à contadoria, suas atribuições, paulatinamente, passaram a ter um enfoque de controle administrativo, com o objetivo de medir e avaliar a eficácia e a efetiva aplicação dos outros controles internos.

O seu campo de ação funcional, por outro lado, foi estendido para abranger todas as áreas da empresa, e, para garantir a independência de suas atividades, esses profissionais passaram a desempenhar funções de assessoria com subordinação direta à alta administração.


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1 Comentário »

  • Celso Sovat Allevato disse:

    Parabéns por todos os artigos sobre Auditoria Interna. Achei-os muito bons e muito bem fundamentados.
    Há muito tempo eu fui o instrutor na formação e reciclagem de auditores internos da qualidade de uma empresa na qual trabalhei por 32 anos e saí agora em maio passado portanto, conheço razoavelmente este campo de atuação.
    Abraços e mais uma vez parabéns.

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